
É um método cirúrgico para tratamento da obesidade (cirugia bariátrica) feita por videolaparoscopia ( através de 5 pequenos orifícios com aproximadamente 2 a 4 cm, colocados em pontos estratégicos no abdome) . Cirurgia que atualmente tem sido a mais feita no mundo, para obesidade. Isso se deve por se tratar de uma cirurgia menos radical que as cirurgias bariátricas mais antigas e que pode oferecer ótimos resultados em termos de perda de peso.
O preparo pré-operatório otimiza a segurança e os resultados da cirurgia bariátrica e metabólica. Solicita-se ao paciente que se esforce para fazer uma dieta antes da cirurgia, pois alguns quilos a menos podem oferecer melhores condições à anestesia geral e à operação.
Nessa fase, também é obrigatório o preenchimento do documento Consentimento Informado, no qual o paciente reconhece estar devidamente informado sobre os benefícios e riscos da cirurgia.
No pré-operatório, o paciente deve realizar uma série de exames, como endoscopia digestiva, ultrassom abdominal e exames laboratoriais, além de passar em consulta com os profissionais obrigatórios.
O paciente deve fazer consultas e exames laboratoriais periódicos no pós-operatório.
No pós-operatório, recomenda-se ao paciente atividade física e complemento vitamínico.
Embora muito raramente, a cirurgia pode gerar complicações, como infecções, tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), deiscências (separações) de suturas, fístulas (desprendimento de grampos), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia. Além disso, sintomas gastrointestinais podem aparecer após a refeição. Os pacientes predispostos a esses efeitos colaterais devem observar certos cuidados, como reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia – pequenas quantidades –, e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições.
As principais indicações da gastrectomia tubular são as seguintes:
Realiza-se um grampeamento da parte da grande curvatura do estômago e posteriormente se corta esta parte e se retira para sempre, formando-se de um tubo (manga gástrica). Este tubo gástrico, que passa a ser o novo estômago, têm em média de 150 a 200 ml. Lembre-se que um estômago não operado têm em média de 1500 a 2000 ml de capacidade. Além da redução de volume, que leva a uma saciedade muito mais precoce a cirurgia de sleeve também leva a perda de peso por resultar na ressecção do fundo gástrico, que é o principal produtor de um hormônio chamado ghrelina, que é um dos hormônios responsáveis por aumentar o apetite. Portanto, como os níveis deste hormônio em pós operatório são bastante reduzidos, os pacientes perdem peso, também por uma redução hormonal de apetite.
Em média os pacientes perdem de 30 a 40% de perda de peso total com esta cirurgia. Embora estes valores variem muito, dependendo também de adesão do paciente ao tratamento multidisciplinar, dieta, ritmo de atividade física, controle de ansiedade e compulsões, entre outros.
Atualmente, qualquer técnica realizada, tem chance de reganhar o peso perdido com a cirurgia,;Em torno de 20 a 30 % das pessoas operadas , voltam a reganhar o peso.Com a Cirurgia, obtemos controle da obesidade e não a cura.Se isto ocorrer após a Cirurgia de Sleeve, temos várias opções para o reganho e com bons resultados .Inicialmente a Cirurgia de Sleeve era apenas o primeiro tempo das cirurgias bariátricas e se observou, que não era necessário fazer o segundo tempo da cirurgia, devidos aos bons resultados e menor complexidade de executar somente o primeiro tempo.